
A Refood de Ermesinde foi fundada em 2015 e apoia atualmente cerca de 30 famílias, tendo alargado o apoio a algumas instituições do concelho de Valongo. A coordenadora em Ermesinde da instituição fundada por Hunter Halder é Nina Maia e foi com ela que falamos para saber mais da situação atual da Refood.
O projeto apoia centenas de pessoas e tem sido um sucesso graças à disponibilidade dos cerca de 100 voluntários e também dos seus parceiros, restaurantes e outras empresas.
Nina Maia disse ao nosso jornal que “a Refood tem como lema aproveitar para alimentar, e é um projeto eco-humanitário, 100% voluntário, feito para e pelos cidadãos, a um nível micro-local, com o objetivo de acabar com o desperdício dos alimentos preparados e a fome da comunidade, reforçando os laços comunitários locais”.
Desde a sua fundação, em 2011 em Lisboa, por Hunter Halder, fundador e mentor do projeto Refood, tem-se observado um crescimento exponencial, com a abertura de muitos núcleos por todo o país.
A Refood Ermesinde começou apenas com pão e bolos, recolhidos em algumas padarias e confeitarias locais, trabalhando apenas ao sábado. Depois da inauguração de 2018, passou a operar também à quarta-feira, o que resultou num crescimento exponencial.
Com a situação atual de pandemia, a tarefa é de dificuldade acrescida. A Refood Ermesinde teve o apoio do Externato Maria Droste, em Ermesinde, que foi essencial no primeiro estado de emergência.
Em novembro, a Refood celebrou uma parceria com o Continente do Maia Shopping, que consiste na doação de alimento em fim de prazo de validade, mas em perfeito estado de consumo. Atualmente são apoiadas 30 famílias e uma dezena de instituições.